terça-feira, 20 de junho de 2017




                                         ponto de vista:a certeza e a duvida

Buda estava reunido com seus discípulos certa manhã, quando um homem se aproximou:
-Existe Deus ? -perguntou.
-Existe-respondeu Buda.
Depois do almoço, aproximou-se outro homem.
-Existe Deus?-quis saber.
-Não, não existe -disse Buda.
No final da tarde, um terceiro homem fez a mesma pergunta;
-Existe Deus?
-Você terá que decidir-respondeu Buda.
assim que o homem foi embora, um de seus discípulos comentou revoltado;
-Mestre que absurdo! como o senhor da respostas diferentes para a mesma pergunta?
-Porque são pessoas diferentes, e cada um chegara a Deus pelo seu próprio caminho. O primeiro 
acreditara em minha palavra. O segundo fara tudo pra provar que estou errado. E o terceiro só acredita naquilo que é capaz de escolher por si mesmo.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

                                                    


                                   Os sete sábios cegos

 Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos. Como seus conselhos eram sempre excelentes, todas as pessoas que tinham problemas os consultavam. Embora fossem amigos, havia certa rivalidade entre eles que, de vez em quando, discutiam sobre qual seria o mais sábio. Certa noite, depois de muito conversarem acerca da verdade da vida e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir morar sozinho numa caverna na montanha. Disse aos companheiros: - Somos cegos para que possamos ouvir e compreender melhor do que as outras pessoas a verdade da vida. E, em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam aí brigando como se quisessem ganhar uma competição. Não agüento mais! Vou-me embora. No dia seguinte, chegou à cidade um comerciante montado num elefante imenso. Os cegos jamais haviam tocado nesse animal e correram para a rua ao encontro dele. O primeiro sábio apalpou a barriga do animal e declarou: - Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar os seus músculos e eles não se movem; parecem paredes... - Que bobagem! - disse o segundo sábio, tocando na presa do elefante - Este animal é pontudo como uma lança, uma arma de guerra... - Ambos se enganam - retrucou o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante. - Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia... - Vocês estão totalmente alucinados! - gritou o quinto sábio, que mexia as orelhas do elefante - Este animal não se parece com nenhum outro. Seus movimentos são ondeantes, como se seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante... - Vejam só! - Todos vocês estão completamente errados! - irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena cauda do elefante - Este animal é como uma rocha com uma cordinha presa no corpo. Posso até me pendurar nele. E assim ficaram horas debatendo, aos gritos, os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava a montanha, apareceu conduzido por uma criança. Ouvindo a discussão, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tateou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e enganados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou: - Assim os homens se comportam diante da verdade. Pegam apenas uma parte, pensam que é o todo, e continuam tolos...! Lenda Hindu. Aletriam – Contos e Histórias 

quarta-feira, 8 de março de 2017

Julgamento Preciptado
Em uma cidade muito violenta, uma jovem viajava de trem, quando de repente ela olha no pulso de um “morenão” e vê o seu relógio. Mais do que depressa, cheia de raiva, ela tira da bolsa uma escova de pentear o cabelo e coloca a ponta do cabo nas costelas do rapaz e diz: - Me dá o relógio ou eu atiro. Mais do que depressa, o rapaz entregou relógio para ela. Apavorada, ela desce na próxima estação e sai correndo. Entrou em uma loja e escondida, pede o telefone emprestado e liga para a mãe dizendo: - Mãe, eu estava no trem e de repente eu olhei no pulso de um “morenão” e vi o meu relógio, não agüentando aquilo, peguei a escova de pentear cabelo, coloquei nas costas dele e o fiz entregar o meu relógio. A mãe do outro lado sorriu e disse: Minha filha, o seu relógio está aqui no seu quarto em cima da cômoda, quem roubou o relógio do rapaz foi você. Que mundo é esse!
Quantas vezes fazemosjulgamentos precipitados e acabamos prejudicando pessoas inocentes. Cuidado com atitudes precipitadas, pense, pondere, avalie, analise para depois agir de forma acertada.